Evento Estufas Abertas recebe aproximadamente 200 visitantes

Evento Estufas Abertas recebe aproximadamente 200 visitantes

Aproximadamente 200 pessoas participaram do Estufas Abertas, ocorrido em Holambra no final de semana (dias 13 e 14 de abril). O evento foi organizado pela FAAGROH (Faculdade de Agronegócios de Holambra), Cooperativa Veiling Holambra, Prefeitura de Holambra e seis empresas produtoras de flores e plantas: Isidorus Flores, Jan de Wit, Panorama Flores, Rancho Raízes, Van der Heijden e Viva Flora.

O objetivo foi consolidar o reconhecimento que a cidade de Holambra tem no setor de flores e plantas e para mostrar o avanço e desenvolvimento produtivo e tecnológico de seus produtores. A organização se inspirou Kom in de kas (Entre na Estufa), que acontece na Holanda desde 1977.

“O número de participantes foi acima do esperado. Essa foi uma oportunidade única, pois os visitantes puderam ver o que acontece nos bastidores de uma produção de flores e plantas e adquirir muito conhecimento porque o próprio produtor e toda a equipe estavam lá para dar todas as explicações”, comenta Margareth Pennings, organizadora e coordenadora geral do evento.

“Eu tenho certeza que esse evento tem todos os ingredientes para crescer nos próximos anos. E quem participou, a hora que vir uma planta no supermercado ou na floricultura vai valorizar muito mais esse produto, porque sabe o que tem por detrás disso. Os produtores se preparam para receber os visitantes, as estufas ficaram lindas”, elogiou Margareth.

O diretor institucional da FAAGROH, professor Geraldo Eisynk, diz que a maior contribuição que o evento traz, é o aluno perceber o quanto existe de alternativas boas na vida dele no mercado de plantas e flores. “Eles conhecendo a realidade, percebem quanto que cada estufa investiu em tecnologia, em conhecimento. Então, essa percepção que o aluno tem faz com que ele se sinta mais motivado”, defende.

Eisynk aposta que a iniciativa foi uma injeção de ânimo muito boa para a percepção do negócio. O aluno começa a entender o quanto tem que se empenhar para chegar ao nível dessas estufas”, pontua.

A oportunidade que se refere o professor cativou os estudantes da faculdade. “O evento está sendo maravilhoso não só para as pessoas que estão visitando, mas também para nós estudantes porque nos proporciona ter um contato a mais com a produção. É um conhecimento a mais que a faculdade está nos proporcionando”, destacou Thais Fernanda Custódio da Silva, aluna do 1º semestre de Engenharia Agronômica da FAAGROH.

Os produtores também aprovaram a iniciativa. “Estou ouvindo muitos comentários positivos em relação à iniciativa. Muita gente não fazia ideia de como que é a produção de tudo que envolve para produzir as flores. Estamos sentido a necessidade do público, o que as pessoas estão interessadas ou não, e como a gente está pronto ou não para atender esse público. O evento está sendo muito importante, ainda, para as pessoas valorizarem mais as flores, pois vão saber tudo que envolve a cadeia produtiva. Também é uma oportunidade de poder passar o conhecimento de qual a melhor maneira de comercializar, de escolher a flor, de como cuidar melhor. É um momento em que o produtor tem contato direto com o público final para informar e até colher algumas informações para saber se o que estamos fazendo está certo”, declarou Talitha de Wit, gerente administrativa da empresa Jan de Wit, que produz lírio (vaso e corte), tulipa (vaso e corte) e mini narciso.

O visitante Humberto Augusto da Silva, de São Paulo, disse que foi uma experiência muito gratificante para entender todo o processo produtivo da planta até ela ser vendida. “A gente olha uma flor e não tem a menor ideia de todo o processo de cultivo, de cuidado, de tratamento.”

“Estou maravilhada, porque estou vendo algumas espécies diferentes, cores maravilhosas. Estamos presenciando todo o cuidado desde a importação da semente, da muda, o trabalho que é feito manualmente, os insumos que são utilizados, a preocupação com o meio ambiente. É fantástico. É uma experiência inesquecível”, elogiou Andréa Barbosa Boanova, de São Paulo.

Além da visita às estufas, o público ainda teve a oportunidade de visitar as instalações da FAAGROH, primeira instituição brasileira de ensino superior que possui cursos com ênfase em horticultura e instalações que possibilitam ao aluno atividade prática durante toda sua permanência no campus.